Base científica
Sete padrões, três famílias, nenhum escore único
A arquitetura de observação segue o trabalho de Fabiana Mantovam e Alexandre Muniz, Quanto Arrisco, Onde Aposto e Quando Paro.
Três perguntas que não se misturam
Valor: quanto arrisco e em resposta a quê. Escolha: onde aposto e sob que leitura do acaso. Permanência: quando paro diante de uma sequência adversa. Cada família mede uma coisa diferente, em unidade diferente. Por isso os sinais não são somados nem ordenados num ranking único: uma pessoa pode receber leituras simultâneas, uma por família.
Os sete padrões
- Perseguidor da Perda. A aposta sobe logo depois de perder. Efeito de tentar zerar (Thaler e Johnson, 1990).
- Acelerador da Vantagem. A aposta sobe logo depois de ganhar. Efeito dinheiro da casa.
- Competidor de Última Hora. O risco aumenta quando a oportunidade está acabando.
- Perseguidor da Promessa. A decisão muda depois que uma recompensa anunciada é retirada.
- Corretor do Acaso. Escolhe o que está há tempo sem sair. Falácia do apostador.
- Fiel à Sorte. Repete o que acabou de dar certo. Crença na mão quente.
- Quem Não Sai da Mesa. Atravessa a sequência de derrotas sem parar e sem mudar o valor. Reforçamento intermitente.
Critério para um padrão existir
O construto precisa estar estabelecido na literatura com estudo primário identificável, vir de decisão sequencial sob risco, e o sinal calculado precisa apontar para o mecanismo sem leitura alternativa igualmente plausível.
Limites assumidos
Os mecanismos têm fundamentação teórica; os limiares ainda passam por calibração empírica. O instrumento não possui norma populacional, não mede traço estável e não autoriza inferência clínica. A neurociência da recompensa entra como explicação geral do ambiente, nunca como afirmação sobre o cérebro de alguém.
Sem gatilhos
Os jogos têm arte e movimento, mas não têm som de ganho, comemoração de vitória nem ênfase dramática no quase. O objetivo é observar a decisão, não incentivá-la.